![Relvas-1246-2-768×512[1]](https://staging.umbracomics.pt/wp-content/uploads/2024/10/Relvas-1246-2-768x5121-1.jpg)
Fernando Relvas (1954-2017) foi um dos mais carismáticos autores de BD nacional dos últimos 40 anos. Começou a publicar banda desenhada no ano da revolução e tornou-se notado com “Chico” na Gazeta da Semana. A sua obra explode nos anos 70 e 80 com obras incontornáveis como o “Espião Acácio”; “L123” e “Cevadilha Speed” todas na edição portuguesa da famosa revista Tintin e no semanário “Sete” entre 1982 e 1988, com obras a preto e branco (” Sangue violeta”, “Concerto para oito infantes e um bastardo”, “Niuiork”, “Sabina”, “Tax diver”, “Herbie de best”) ou a cores (“O diabo à beira da piscina” ou “Nunca beijes a sombra do teu destino” entre outras). No Sete deu ainda corpo a um dos seus mais carismáticos e característicos personagens: “Karlos Starkiller”. No início dos anos 90 publicou em álbum novas histórias (“Em desgraça”; “As aventuras do Pirilau – O nosso primo em Bruxelas” ou “Çufo” ) e compilações de grande parte da sua obra “Karlos Starkiller” e “L123 / Cevadilha Speed” (estas duas editadas pelo Salão de BD do Porto). Nos anos seguintes o seu ritmo de publicação diminui sem no entanto deixar de se multiplicar com participações em projectos novos (colaborou na exposição “Uma revolução desenhada: o 25 de Abril e a BD” e fez parte da delegação de autores Portugueses a Angoulême em 1998). Numa fase final da sua longa carreira publicou “Li Moon Face”, viu reeditada a incontornável “Sangue Violeta e outros contos” e distribui o seu talento e a sua verve pelos blogs https://urso-relvas.blogspot.pt e https://hardline-relvas.blogspot.pt. (notas e foto de Júlio Eme)